Douglas Medeiros
Família

Artigo: Em defesa da vida

Minha saudação especial e carinhosa a todos que certamente como eu, têm a vida como um valor supremo, especialmente a humana, com seu caráter sobrenatural, porque vive o ser humano, aqui na terra, apenas o preâmbulo para uma existência paradisíaca e eterna, onde participará das delícias do banquete celeste, preparado por Deus, nosso criador.

Quando falamos do indiscutível valor da vida humana, nos deparamos hoje, por mais inacreditável que seja, com pessoas que, levadas por ideologias falaciosas, conscientemente alardeiam a sua destruição, nas suas fases iniciais de desenvolvimento, transformando um ser na sua santa inocência, na mais ignominiosa das criaturas.

São pessoas que formam hoje grandes e poderosas organizações, internacionais e nacionais, solidamente ancoradas na riqueza dos países desenvolvidos, que embora seu principal objetivo seja o assassinato do nascituro, acabam também por arrastar outros para dentro de uma cultura, que são João Paulo II tão bem designou como cultura da morte”; e não estamos falando aqui apenas do assassinato físico do nascituro, mas de uma plêiade de comportamentos, que levam até a extinção de nossa dimensão espiritual, justamente aquela que nos diferencia dos animais irracionais.

Embora vise primordialmente o assassinato do nascituro, eu que estou aqui intencionalmente atropelando o eufemismo da “saúde reprodutiva”, a cultura da morte é uma verdadeira colcha de retalhos, uma macabra peça de “patchwork”, com apenas fragmentos negros, onde se procura destruir também o casamento entre um homem e uma mulher, a família, a criança, o idoso, o deficiente físico, a identidade genital e outras tantas formas de vida, tão importantes para a existência temporal do ser humano.

A criminosa indiferença governamental e a insensibilidade de boa parte da sociedade brasileira, que assiste como um ser insensível às intermináveis queimadas na Amazônia, dão nos uma clara evidência da extensão da “cultura da morte”, que com seus tentáculos pervadem todas as áreas da vida em nosso planeta.

Quando se fala portanto, de cultura da morte, mais do que o assassinato do nascituro, e da contracepção, sua indisfarçada cúmplice, deveríamos realizar uma longa e necessária reflexão sobre este importante tema. Contudo, dando os limites impostos pelo tempo preestabelecidos, vamos focalizar apenas alguns pontos que cremos serem bastante importantes.

Eu gostaria de, inicialmente, tecer alguns comentários sobre início da vida humana, fazer um regate da verdade sobre a mentira e que certamente não deixará espaço para divagações impertinentes que tentam desmesuradamente aliviar o assassinato do filho pela própria mãe.

Sempre que houver condições favoráveis, após a realização de ato genital conjugal, dar-se a o encontro do espermatozoide* com o oócito, que se fundem, formando uma única célula, chamada zigoto, que é o início, o nascimento de um novo ser humano.

Este ser humano, de uma única célula, tem já, a partir deste momento, todas suas características perfeitamente estabelecidas, com sua personalidade própria, e com igual dignidade de seu pai e de sua mãe.

Organizou-se naquele ser humano agora gerado, um novo genoma, com seus milhares de genes e cada qual com o DNA de nossa espécie, de sorte que, a partir daí não crescerá nem uma samambaia ou uma lagartixa, mas um verdadeiro e perfeito ser humano.

Como questionar esta verdade absoluta da moderna embriogênese?

A partir dessa 1ª célula e organizado seu novo genoma, inicia-se seu primeiro processo mitótico que leva agora este ser humano a possuir 2 células, células estas com o mesmo DNA da célula inicial, o zigoto: repito, e afirmo: é o DNA da espécie humana.

E assim, nos próximos dias, segue-se uma rápida multiplicação celular, para o desenvolvimento completo deste pequeno ser humano, seja na sua fase, intrauterina, seja nos seus anos de vida extrauterina, até sua morte natural.

Precisamos enfatizar aqui, que a profissão médica, ética e holística, nuca deixou de vislumbrar nesse pequeno ser, ainda que de uma só célula, um semelhante nosso. Constatada a sua presença dentro do corpo de sua mãe, passa ofendê-lo como seu segundo paciente.

A verdadeira vocação médica, que nasce do amor fraterno, no sentido de ajuda ao próximo, jamais pôs em questão o momento da origem da vida humana e sempre desconsiderou a absurda autorização que lhe dá a lei para matar o nascituro nos casos de estupro e também onde haveria a possibilidade do filho colocar em risco a vida de sua mãe.

A perda de autenticidade da vocação médica que vem ocorrendo a mais de 50 anos, tem sido uma coadjuvante importante a cultura da morte, cujos avanços têm contado ainda com o crescimento da indústria farmacêutica e a nascente tecnologia reprodutiva, muito mais interessada no lucro fácil do que na saúde e no bem-estar da população.

Esta clara e visível ausência da vocação médica, que tornava a profissão um verdadeiro sacerdócio, tem muito a ver com a sistemática destruição da família, sem a qual, e isto estamos podendo diariamente constatar em nosso país, uma nação desaba, pois não se constrói um povo justo e solidário, sem as virtudes que só podem ser cultivadas no seio da verdadeira família.

Sem essa mão de obra essencial (que prescreve ou realiza procedimentos cirúrgicos), para sus intentos criminosos, a cultura da morte não poderia existir, e nem mesmo a contracepção, que tem levado à morte, muitas mulheres pelos efeitos secundários graves que pode provocar.

Um outro elemento também fundamental nessa rede que a cultura da morte está procurando construir, é a mulher, figura central dentro desta problemática, pois o alvo principal desse crime monstruoso que se pretende tornar realidade, está exatamente colocado no interior do seu corpo.

E porque está no interior de seu corpo e não no corpo de um homem?

Certamente porque o seu coração é maior e é ela que cabe a tarefa de nos ensinar a amar.

Em sua carta encíclica “Mulieris Dignitatis” (A dignidade da mulher), são João Paulo II nos revela que o amor de Deus que está no céu, chega até nós através da mulher, essa figura humana maravilhosa; isso se confirmou profundamente em uma representante do gênero feminino, que se tronou a bem-aventurada mãe do salvador e hoje proclamada mãe de Deus.

Em todas as celebrações religiosas, a figura feminina sempre surge como uma presença majoritária, uma prova de sua maior proximidade com Deus, desejosas de se enriquecer cada vez mais no amor que Jesus Cristo tanto tem a nos oferecer.

Todas essas maravilhosas características da feminilidade desembocam naquilo que Karol Wojtyla chamou apropriadamente de “tendência maternal”, e com isso, muito sabiamente, deixamos de usar para a espécie humana, a palavra instinto, palavra esta correta apenas para os irracionais que precisam dessa força coercitiva intensa para poderem progredir na natureza.

É aqui, neste momento de nossa reflexão sobre a cultura da morte, que se torna fundamental nos questionamos sobre a tendência maternal, com uma pergunta difícil e dolorosa, mas absolutamente necessária no contexto daquilo que estamos discutindo.

Por que para muitas mulheres, capazes de matar o próprio filho, não desabrochou a tendência maternal?

Tão importante quanto a ausência de vocação médica para a existência da cultura da morte, a falta de tendência maternal tem sido imprescindível para a derrota da cultura da vida.

Como já assinalamos, este é mais um preço que estamos pagando pela destruição da família. É somente lá, nos corações amorosos de seus pais, verdadeiro ninho onde a semente do amor, que germina, cresce e frutifica, transformando o mundo ao seu redor com gestos de fraternidade e justiça, é justamente lá que se forma a feminilidade apta a produzir os frutos desejados por Deus.

A cultura da morte tem, entre suas ideologias satânicas, também a destruição do valor da maternidade para mulher. É preciso entender que as influências que atuam na mulher pelo fato de ser mãe tornaram-na, desde o princípio da espécie humana, a mais humanitária das criaturas. O amor da mãe pelo filho dever ser sempre o modelo de todos os relacionamentos humanos.

Vemos assim, com o correr de nossa reflexão, a complexidade da cultura da morte, com suas artimanhas, mentiras e eufemismos, atuando em todos os segmentos da sociedade, esbanjando recursos materiais, enquanto que a cultura da vida apoia-se única e exclusivamente no amor, aquilo que de mais precioso recebemos do criador, através de seu filho nosso Senhor Jesus Cristo.

Assim, nada mais inteligente do que reforçar a cultura da vida para opor-se à cultura da morte, pois é a vida, esse dom maior que está colocado em nossos corações pela sabedoria infinita de Deus.

E é justamente lá onde tudo começa, naquele 1º momento de nossa vida, onde a célula germinativa da mãe encontra-se com célula germinativa dos pais, cônjuges aproximados que foram por um profundo e verdadeiro amor, que Deus coloca a nossa dimensão espiritual, a nossa alma.

Por isso nossos pais são colaboradores de Deus participando fisicamente na geração de um novo ser humano, que muito mais que uma simples reprodução, torna-se em uma bela e radiante procriação. Eis porque essa dimensão procriativa do ato genital conjugal não deve jamais estar separada de sua fundamenta dimensão unitiva.

Como é belo saber que fui fruto de um momento fascinante da vida de meus pais, num instante de entrega total e de verdadeira doação, marcada extraordinariamente pela presença divina em seus corações.

Aqui está a essência de uma maternidade-paternidade realmente responsável, coluna mestra para a geração de sociedades dignas e saudáveis.

A cultura da morte, na sua avalanche destrutiva, prima-se também em desresponsabilizar pessoas, banalizando a genitalidade, levando-a à beira da promiscuidade, e trazendo mais sofrimento para aqueles que se afastam das verdades de Deus.

Neste momento de nossa reflexão, devemos voltar nossos olhos para o grave problema da contracepção, uma arma, que disfarçadamente, tem acelerado os avanços da cultura da morte, pois traz em seu cerne, a possibilidade abortiva em um de seus componentes que é a pílula anticoncepcional.

Entre as muitas ações que buscam impedir o encontro entre o espermatozoide e o oócito, a pílula anticoncepcional tem um outro efeito que funciona como válvula de segurança.

Caso haja o encontro entre as 2 células germinativas masculina e feminina, o bebê gerado, não encontrará um endométrio preparado para acolhê-lo, pois a pílula o alterou, assim este nascituro, um ser humano em crescimento, é destruído.

Como, por exemplo, na bula do Yasmim, pílula anticoncepcional muito consumida, temos a informação de um índice de pearl igual a 1, significa que 100 mulheres, que durante 1 ano fizerem uso dela, 1 ficará grávida. Isto nos permite concluir que em alguns casos deve ter funcionado a válvula de segurança e então algumas mães, sem o saberem, mataram seus próprios filhos.

Esta é mais uma das muitas tragédias da cultura da morte, que atua hoje no corpo e no coração de milhões e mulheres pelo mundo afora, afastando-as do amor generoso de Deus.

Temos assim, nós cristãos católicos, muito a lutar em defesa da vida, e por isso muito nos alegra a coragem, o destemor e o exemplo do Vereador Douglas Medeiros, um incansável batalhador pela cultura da vida.

Douglas Medeiros, através da sua intensa atividade legislativa, tem atuado em projetos que, de um lado bloqueiam a ação maligna da cultura da morte, e de outro, abrem espaço para o resgate da cultura da vida.

Em algumas resoluções e leis aprovadas pela Câmara Municipal de Jundiaí, Douglas Medeiros conseguiu retirar partes ou termos em que disfarçadamente, se pretendia implantar a ideologia de gênero no município.

É de sua autoria a lei que abre espaço para implantação, nas Unidades de Saúde, da divulgação e ensino do Planejamento Familiar Natural, hoje uma ferramenta importante para o casal que apoia sua vida no amor de Deus e quer se afastar dos graves efeitos colaterais da contracepção.

Sempre atento às discussões e projetos, Douglas Medeiros tem sido infatigável na luta pela família, pois vindo dela e constituindo hoje a sua própria, sabe muito de seu valor.

Assim sua luta será sempre pelos valores éticos e cristãos, que são aqueles que norteiam o caráter e a vida do Vereador Douglas Medeiros.

Muito obrigado pela atenção de todos.

Dr. Eurico Alonço Malagodi

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* gameta masculino e gameta feminino

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