Uma vida de estudos consistente em poder suprir a necessidade humana do conhecimento. Nos inclinamos naturalmente na busca da “VERDADE” das coisas. A inclinação do homem para o conhecimento é realizada não apenas na educação formal, mas em uma vida consistente de estudos.
Em algumas sociedades, podemos observar um rompimento da continuidade do “SABER”, onde o conteúdo, o conhecimento acumulado foi fragmentado. Esse fato pode ocorrer quando a geração atual despreza o conteúdo das gerações passadas, ou quando os mais velhos desprezam a geração atual.
Não podemos abrir mão dessa herança de sabedoria, pois existem três formas de “SER HUMANO”, e todos nós exercemos em alguma medida essas dimensões:
- O homem como CONHECEDOR, ele se inspira no valor da verdade, buscando compreender a realidade das coisas e evitando o erro. Posse intelectual da verdade das coisas.
- O Homem como AGENTE, ele atua na dimensão social, tentando prevalecer o valor do bem e da justiça, evitando o ato moralmente iníquo ou injusto. Caminhando na dimensão ética.
- O Homem como FAZEDOR, trata com o mundo material, buscando os valores da utilidade e da beleza.
Essas três dimensões podem ser simbolizadas pela cruz. Somos chamados a ser o “ELO” entre o passado e o futuro, percorrendo, assimilando e preservando os três caminhos onde exercemos nossa humanidade.
Nossa constituição também trata desses três objetivos da educação, deixando aberta a possibilidade de desenvolvimento dessas áreas da educação formal. Essas são as três formas pelas quais a educação vai se transmitindo. Precisamos ir além da educação formal, é necessário uma Educação Integral, corpo, alma e Espírito.
O conhecimento é algo fundamental para nos aproximar de Deus.Então, por que as pessoas não gastam seu tempo, seus recursos, focando em uma vida de estudos?
Primeiro, pois as pessoas têm medo daquilo que não é oficial. Portanto é necessário ir além das formalidades, além do simples diploma, atingindo o estágio da auto-educação.
Segundo, porque as pessoas não passaram pela experiência da admiração ou espanto pela filosofia. Acham maluquice a vida intelectual.Todas as pessoas possuem a sua cosmovisão, seus valores e crenças. A admiração e o espanto vem para furar essa bolha, mostrando que a realidade, além das nossas ideias, é muito vasta.
Existem graus da vida intelectual e todos nós somos chamados a sermos sábios. A vida intelectual é a busca pessoal auto-motora para atualizar as virtudes intelectuais. Uma busca que contribuiu para descoberta da própria vocação e sentido da vida.
Referências: Irmã Miriam Joseph (O Trivium) – Pe. Sertilanges (Introdução a Vida Intelectual) – Vias Clássicas (Hellman) – Bruno Magalhães


